29
Out 09

Avaliação da Qualidade do Ensino Superior: também pode ser consultada em http://www.mctes.pt/archive/doc/lav.pdf

 

O desenvolvimento de uma cultura de prestação de contas e a estruturação de um sistema de garantia da qualidade reconhecido internacionalmente, prevendo a organização deste último objectivo em torno de quatro eixos, quais sejam:

 

(i) o alargamento da avaliação ao desempenho das instituições;

(ii) a objectivação dos critérios da avaliação, a tradução dos resultados em apreciações qualitativas, dimensão a dimensão, comparáveis entre si e a clarificação das consequências da avaliação, quer para o funcionamento dos cursos e dos estabelecimentos de ensino, quer para o seu financiamento;

(iii) a internacionalização do processo de avaliação, designadamente na dimensão de avaliação institucional; e

(iv) a exigência de concretização, por universidades e institutos politécnicos, de sistemas próprios de garantia da qualidade, passíveis de certificação. Segundo esta perspectiva e de acordo com a alínea d) do n.º 1 do artigo 197.º da Constituição, o Governo apresentou à Assembleia da República a seguinte proposta de lei:

 

 

Artigo 4.º 

 

Parâmetros de avaliação da qualidade

 

Indicadores:

1  São, designadamente, parâmetros de avaliação da qualidade relacionados com a actuação dos estabelecimentos de ensino superior:

 

a) O ensino ministrado, designadamente o seu nível científico, as suas metodologias de ensino e aprendizagem e os processos de avaliação dos estudantes; 

b) A qualificação do corpo docente e a sua adequação à missão da instituição;

c) A estratégia adoptada para garantir a qualidade do ensino e a forma como a mesma é concretizada;

d) A actividade científica e tecnológica devidamente avaliada e reconhecida, a um nível adequado à missão da instituição de:

a) A cooperação internacional; 

b) A colaboração interdisciplinar, interdepartamental e interinstitucional; 

c) A eficiência de organização e de gestão; 

d) As instalações e o equipamento pedagógico e científico; 

e) Os mecanismos de acção social.

 

2  São, designadamente, parâmetros de avaliação da qualidade relacionados com os resultados decorrentes da actuação dos estabelecimentos de ensino superior:

a) A adequação do ensino ministrado em cada ciclo de estudos às competências cuja aquisição aqueles devem assegurar;

b) A realização de ciclos de estudos em conjunto com outras instituições, nacionais ou estrangeiras;

c) A procura por parte dos estudantes;

 

d) A abertura a novos públicos e a capacidade de promover a sua integração com sucesso;

  1. O sucesso escolar; 
  2. A inserção dos diplomados no mercado de trabalho;

g) A produção científica e tecnológica a um nível adequado à missão da instituição;

h) O contacto dos estudantes com actividades de investigação desde os primeiros anos;

i) A valorização económica das actividades de investigação e de desenvolvimento tecnológico a um nível adequado à missão da instituição;

j) A integração em projectos e parcerias internacionais;

l) A prestação de serviços à comunidade;

m) O contributo para o desenvolvimento regional e nacional a um nível adequado à missão da instituição;

n) A acção cultural e, designadamente, o contributo para a promoção da cultura científica;

  1. A captação de receitas próprias através da actividade desenvolvida; 
  2. A informação sobre a instituição e sobre o ensino nela ministrado.

 

Finalmente os objectivos da avaliação da qualidade são:

 

a) A melhoria da qualidade das instituições de ensino superior;

b) A informação fundamentada da sociedade sobre o desempenho das instituições de ensino superior;

c) O desenvolvimento de uma cultura institucional interna de garantia de qualidade.

 

Uma síntese desses indicadores é apresentada na Lei n.º 37/2003 de 22 de Agosto (http://www.uma.pt/aauma/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=35&Itemid=91), que estabelece as bases do financiamento do ensino superior, no capítulo II, secção I, artº. 4 e alínea 3, refere que "devem constar os seguintes critérios, valores padrão e indicadores de desempenho:

 

a) A relação padrão pessoal docente/estudante;

b) A relação padrão pessoal docente/pessoal não docente;

c) Incentivos à qualificação do pessoal docente e não docente;

d) Os indicadores de qualidade do pessoal docente de cada instituição;

e) Os indicadores de eficiência pedagógica dos cursos;

f) Os indicadores de eficiência científica dos cursos de mestrado e doutoramento;

g) Os indicadores de eficiência de gestão das instituições;

h) A classificação de mérito resultante da avaliação do curso/instituição;

i) Estrutura orçamental, traduzida na relação entre despesas de pessoal e outras despesas de funcionamento;

j) A classificação de mérito das unidades de investigação.
 

Esta é uma síntese de critérios/indicadores de avaliação das Instituições de Ensino Superior, onde os reitores/gestores/governo dessas universidades e politécnicos estimam custos/lucros e respectivas avaliações de competências, sucesso escolar, etc. 

 


28
Out 09

A reunião iniciou-se pelas 10h00, tal como agendado e eu apresentei-lhe o que realizei até ao momento: resultados das minhas pesquisas, os temas de projecto, indicadores das instituições de ensino superior em Portugal, metodologias a implementar, público-alvo (participantes directos no trabalho de investigação), instrumentos de recolha, assim como as minhas dificuldades até ao momento.


O Professor Óscar avaliou verbalmente o meu percurso e apresentou-me  as linhas mestras de orientação no sentido de calendarizar as minhas tarefas para não haver atrasos, indicação de alguma bibliografia e palavras-chave e correcções a efectuar no meu trabalho.


Foi discutido também o índice a implementar na dissertação e respectivos deadlines a cumprir para cada etapa do projecto/documento. O professor Óscar recomendou visitas semanais ou quinzenais de modo a que fique a par da evolução de cada etapa do projecto. 


Em suma, foi uma reunião onde se debateram imensas questões de desenvolvimento e respectivas respostas/medidas de execução.


26
Out 09

Quem serão os participantes no meu estudo? Como serão seleccionados?


Toda a comunidade do estudo é participante do estudo, tais como os alunos, professores, e funcionários. Os principais intervenientes do projecto serão o(s) reitor(es) e supervisor(es)/decisor(es) de cada IES. Certamente os contactos com essas pessoas não serão facilitados, visto que são pessoas bem situadas e de difícil acesso pelo facto dos seus cargos tal o não permitem.


Que dados necessito para o meu estudo?


Em primeiro ligar preciso de identificar todos os indicadores de avaliação do ensino superior. Certamente são imenso e terei de os resumir a meia dúzia para que assim seja mais fácil a exequibilidade do projecto, devido ao facto do tempo ser abreviado. Necessito de obter feedback dos avaliadores de cada IES em tempo oportuno e se estes usam mapas de consolidação de dados ou pequenos ficheiros em bruto.


Como vou recolher os dados para o meu estudo? 


Os participantes do estudo a realizar serão essencialmente o(s) reitor(es) e supervisor(es)/decisor(es) das IES, recolhendo informação através de entrevistas, questionários, etc.


Que instrumentos preciso de adaptar/criar/validar e aplicar?


Os instrumentos de recolha de dados poderão ser ferramentas web 2.0 disponíveis online, escalas de avaliação, checklist de performance, questionários, testes de performance, etc.

Os instrumentos citados serão utilizados se as entidades das IES colaborarem com o projecto em estudo.


Qual a metodologia que, neste momento, considero mais adequada para o meu projecto de investigação? Porquê?


Neste momento já tenho o problema identificado e como objecto de estudo terei de explorá-lo até ao tutano1. Essa investigação será abordada através de uma revisão de literatura existente em livros, internet, trabalhos de investigação e finalmente indicadores de avaliação pelos próprios avaliadores que poderão ser professores, reitores, administrativos, conselheiros, colegas, que façam parte da avaliação de desempenho de IES.


Através do método científico adoptado, o objectivo de investigação será o exploratório tentando averiguar tudo o que existe sobre o assunto e descritivo para assim obter todas as técnicas/indicadores do tema que procuro identificar.


O procedimento metodológico será o estudo de caso (Universidade de Aveiro - entidade pública e Universidade Fernando Pessoa - entidade privada) e comparativo para assim identificar o que existe no mercado sobre as IES. o procedimento de investigação-acção permitirá facilitar a obtenção de dados necessários à exequibilidade do projecto pelo facto de colocar todos os interessados no problema e procurar resolve-lo em conjunto. Finalmente será criado um protótipo para que este possa ser trabalhado com os gestores do projecto, sendo um trabalho cooperativo e interactivo, mas de dificil generalização (devido aos vários indicadores) - investigação-acção.


As fontes de dados a consultar resumir-se-ão a actividades no campo, ie, através de entrevista com administrativos principais/reitores/investigadores e de pesquisa bibliográfica e laboratório aquando a concretização do projecto. 


 

1“Fui para os bosques para viver livremente, 

para sugar o tutano da vida,

para aniquilar tudo o que não era vida,

e para, quando morrer, não descobrir que não vivi.”

 

Thoreau

“Carpe diem"

 


Porque escolhi a temática?


Esta temática foi escolhida devido ao facto de ter anulado a minha primeira opção (devidos a problemas de incompatibilidade de trabalho) e pelo Prof. Óscar Mealha ter-me proposto dois outros projectos à escolha. Senti mais afinidade por este devido ao facto de se assemelhar às gestão e à informática, vindo de encontro à minha primeira licenciatura de Informática de Gestão. Neste novo caso, irei avaliar e concretizar novos métodos de implementação de gestão e paradigmas de visualização da informação.


Qual a pergunta de partida da minha investigação?


Neste momento tenho muitas dúvidas, mas poderia resumi-las em três:

    • De que forma os meios tecnológicos podem facilitar a monitorização o desempenho das IES, dando resposta às exigentes visões empresariais/académicas dos dirigentes, permitindo gerir adequadamente?
    • Quantos e quais os indicadores mais importantes que se possam incluir no processo de avaliação de desempenho das IES?
    • De que forma os diversos indicadores poderão facilitar uma auto-avaliação de cada instituição?


Que título daria, neste momento, à minha investigação?


1ª Opção:  Visualização da gestão do IES em diversas perspectivas.
2ª Opção:  A auto-avaliação das IES.
3ª Opção:  IES à lupa.


Irei fazer


Bem, irei esforçar-me o possível por concretizar todos os objectivos a que me proponho. Pelo menos uma certeza já tenho: não será fácil a concretização, pois tem sido difícil este arranque, pelo motivo de ter mudado de projecto. 


Talvez não faça

Não sei o que não vou fazer. Espero que aquilo que me propuser a fazer concretize. Não gosto de deixar o trabalho a meio.


Não farei?

Despreocupar-me. Quero levar isto mais a sério do que tem parecido. As coisas não tem corrido bem, mas há que recuperar o tempo perdido.


Após visualizar vários projectos dos colegas, penso que não existem grandes afinidades de projectos dos colegas, sendo que os mais parecidos são:


Nuno Veloso - Augmented Reality Based on Natural Features

Consiste em demonstrar novos tipos de comunicação e associado ao processo de ensino/aprendizagem. Embora o tema seja completamente diferente, a semelhante reside apenas numa tecnologia que pretendo desenvolver/trabalhar no meu projecto.


Samuel Martins - Videoconferência e Educação

Consiste em apresentar um estudo sobre a video-conferência e educação. As semelhanças residem apenas pelo simples facto identificar os indivíduos da comunidade de ensino superior portuguesa, mas neste caso os indivíduos que lidam com as tecnologias de videoconferência. 

 


 Sugestão de links e recursos importantes já encontrados.

 

1. Sistema de gerenciamento estratégico - Balaced Scoreboard - nas instituições de Ensino Superior | http://www.gestiopolis.com/Canales4/ger/sistemageren.htm

 

2. Sistema de gerenciamento estratégico - Balaced Scoreboard - nas instituições de Ensino Superior | http://www.alfinal.com/brasil/gerenciamientoestrategico.shtml

AUTORA: Maria Elisabeth Pereira Kraemer

 

3. PROGRAMA DE MONITORIZAÇÃO E TUTORADO | Marta Pile, Isabel Gonçalves http://gep.ist.utl.pt/files/comunica/artigo_IPQ.pdf

  

 

O que já se fez de relevante na minha área de investigação? (3 exemplos justificados) 

Quais os resultados mais importantes da investigação produzida?

 

1. Exemplo

 

Sistema de gerenciamento estratégico - Balaced Scoreboard - nas instituições de Ensino Superior em http://www.gestiopolis.com/Canales4/ger/sistemageren.htm

Autora: Maria Elisabeth Pereira Kraemer  ESTRATEGIA Y DIRECCIÓN ESTRATÉGICA 03-2005

 

O Balanced Scorecard (BSC) - é uma metodologia de gestão empresarial que mede o desempenho operacional, usando além dos indicadores financeiros usuais, indicadores de acompanhamento da satisfação do cliente, da eficácia dos processos operacionais internos e da capacidade de inovação da Instituição, comparando-os ao estabelecimento no planeamento estratégico. Os resultados obtidos nestas áreas adicionais podem assegurar a continuidade dos resultados financeiros e ajudar a conduzir a organização na direcção dos seus objectivos estratégicos, normalmente de longo prazo. O balanceamento das quatro perspectivas permite aos funcionários da linha de frente, uma vez treinados na metodologia, compreender as consequências financeiras de suas acções e decisões e, aos dirigentes o reconhecimento dos vectores de sucesso à longo prazo. Os objectivos e medidas utilizados no BSC devem derivar de um processo hierárquico (de cima para baixo), norteado pela missão e visão do futuro da Instituição. O BSC é uma metodologia de fácil aplicação, envolve todos os níveis da Instituição e permite uma visão clara dos rumos a serem seguidos e como corrigir as mudanças de percurso. 

 

2. Exemplo:

 

http://www.alfinal.com/brasil/gerenciamientoestrategico.shtml

 

SISTEMA DE GERENCIAMENTO ESTRATÉGICO – BALANCED SCORECARD - NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

AUTOR: Maria Elisabeth Pereira Kraemer

 

e

 

PROGRAMA DE MONITORIZAÇÃO E TUTORADO

Marta Pile, Isabel Gonçalves

http://gep.ist.utl.pt/files/comunica/artigo_IPQ.pdf

 

Monitorização do Desempenho Académico

Para a monitorização do desempenho Académico dos Estudantes, foram desenvolvidas várias ferramentas de apoio, algumas já parcialmente disponíveis, nomeadamente: Questionário de Estratégias Motivacionais de Aprendizagem (MSLQ), Grelha de Avaliação do Desempenho Escolar, e Sistema de Alerta Precoce e Caracterização de Pontos Críticos do Percurso Académico dos Alunos.

 

Questionário de Estratégias Motivacionais de Aprendizagem (MSLQ)

Para a aferição do perfil do Aluno enquanto Estudante do Ensino Superior, foi desenvolvida uma ferramenta nova de avaliação do perfil do Estudante, com a adaptação de um questionário sobre estratégias de motivação para a aprendizagem (Motivated Strategies for Learning Questionnaire – MSLQ). É um instrumento de auto-avaliação do Estudante, e tem como objectivo avaliar as suas orientações motivacionais e o uso que ele faz das diferentes estratégias de aprendizagem no Ensino Superior.

Trata-se de uma ferramenta que vai permitir a identificação das principais lacunas da postura do Aluno enquanto Estudante no IST, e simultaneamente permitir a preparação de um plano de trabalho em termos da aquisição de competências de Estudo/Aprendizagem, por forma a que o Estudante possa recorrer à formação específica promovida no IST no sentido de colmatar essas falhas. Especificamente, este instrumento tornará possível facultar um feedback individualizado sobre as componentes de estudo do Aluno, bem como proporcionar-lhe sugestões para melhoria e rentabilização das suas estratégias de aprendizagem e motivação.

 

Grelha de Avaliação do Desempenho Escolar

No final de cada semestre, o IST disponibiliza uma “grelha” representativa do percurso académico de todos os Tutorandos. Essa “grelha”, utilizada pela Coordenação de Curso e pelos Tutores para a monitorização do desempenho académico dos Estudantes, é uma ferramenta fundamental para a reunião de avaliação global do grupo de Tutorandos no final de cada semestre, e serve de base a eventuais comentários/recomendações de actuação por parte da Coordenação do Curso.

 

Estas duas últimas ferramentas encontram-se ainda em fase de desenvolvimento no âmbito de uma tese de Mestrado em Prospecção e Análise de Dados (ISCTE), a ser desenvolvida por um dos colaboradores do GEP.

Integrada no sistema de informação do IST (FENIX), pode ser visualizada através do Portal do Tutorado, permitindo um acesso via Internet a todos os Coordenadores de Curso e Tutores.

 

Sistema de Alerta Precoce e Caracterização de Pontos Críticos do Percurso Académico dos Estudantes

O IST considera de elevada importância investir no desenvolvimento de novos vectores de intervenção junto da comunidade estudantil ingressada em cada ano. Neste sentido, está em desenvolvimento, um instrumento que visa possibilitar a identificação precoce de potenciais situações de insucesso/abandono, já que actualmente tem sido possível identificar os Alunos em situação de risco apenas no final do semestre; nesta fase, por vezes tardia, verificam-se já algumas situações de abandono e outras de insucesso extremo, pelo que interessa actuar antecipadamente.

Este trabalho teria por base as características dos novos Estudantes conhecidas à priori e que, de alguma forma, poderão influenciar o seu desempenho enquanto Estudantes no IST, prevendo-se a construção de um modelo preditivo que traduza as características do Estudante conhecidas à priori num nível de propensão ao abandono/insucesso escolar. Obviamente que a explicação do (in)sucesso do Estudante passa certamente pela conjunção de vários factores, uns mensuráveis e disponíveis, outros não mensuráveis e intrínsecos ao próprio Estudante. Assim, tendo presente que nenhum modelo poderá explicar integralmente tal conceito, temos consciência de que alguns factores poderão indicar o caminho.

Paralelamente, pretende-se desenvolver uma análise do percurso académico dos Estudantes no primeiro ano de ingresso, visando, sobretudo, a identificação de constrangimentos inerentes à estrutura dos planos curriculares, de forma a criar mecanismos de acção que contrariem esta tendência.

 

3. Exemplo:

 

http://www.deetc.isel.ipl.pt/jetc05/CCTE02/papers/finais/jetc/316.PDF

Organizações e Sistemas de Informação Centrados em torno de Processos

Ana de Jesus Mendes Escola Superior de Ciências Empresariais Instituto Politécnico de Setúbal | Isabel Cacho Teixeira e João Paulo Teixeira Instituto Superior Técnico – Universidade Técnica de Lisboa/INESC

 

A maioria das Instituições de Ensino Superior em Portugal, pode concluir-se que o modelo de gestão adoptado é, em alguns aspectos, semelhante às de muitas empresas, nomeadamente no que diz respeito à sua estrutura organizada em torno de Unidades ou Departamentos, criados com o objectivo de apoiar o desempenho de tarefas específicas. Neste caso, a gestão pedagógica, científica e administrativa dos serviços que prestam. O modelo de gestão corrente associa-se, assim, a uma estrutura organizacional vertical, hierarquizada, em que responsáveis por Departamentos ou Unidades de Apoio têm como principal função e objectivo garantir que os colaboradores sob a sua responsabilidade desempenhem correctamente as suas tarefas.

As Instituições de Ensino Superior (IES) enfrentam hoje desafios quanto à organização, gestão, operação, monitorização e avaliação de resultados dos serviços de ensino e formação que oferecem, nomeadamente das Licenciaturas. As novas correntes de gestão empresarial privilegiam as organizações centradas em torno de processos [2][3] e não tarefas, desta forma também as IES terão de se adaptar a este novo conceito. Torna-se assim premente a adopção de um modelo de gestão que permita desenvolver um Sistema de Informação de apoio aos esforços de melhoria da qualidade do ensino. Neste âmbito surge naturalmente o conceito de processo. Assim o processo escolhido foi o processo educativo ‘Licenciatura do Instituto Superior Técnico’ da Universidade Técnica de Lisboa como veículo para aferir as características do modelo de gestão proposto e do Sistema de Informação que o implementa.

O modelo de gestão, que o sistema de informação implementa, deve permitir uma gestão eficiente dos recursos envolvidos e disponibilizar, em tempo útil, informação actual, completa e coerente, aos órgãos de coordenação, gestão e avaliação das Licenciaturas, e aos diversos intervenientes nos processos educativos. O sistema deve ainda aliviar os intervenientes em cada processo educativo do “fardo” de reintroduzir constantemente informação anteriormente disponibilizada e eventualmente dispersa na Instituição.


12
Out 09

Olá a todos!

 

Bem-vindos ao meu blog.

 

Chamo-me Fernando Faria e este é o meio que irei apresentar todas as etapas da minha dissertação, neste ano lectivo de 2009/2010, respeitante no segundo ano do Mestrado em Comunicação Multimédia da Universidade de Aveiro.

Tal como pedido pelo professor Luís Pedro, docente das cadeiras de Seminário e de Projecto de Dissertação, do 1º Semestre, neste blog apresentarei todo o percurso de dissertação.

Arranco um pouco atrasado para esta maratona pelo facto de ter mudado de projecto de dissertação, mas espero recuperar o tempo perdido e chegar a bom porto!

 

O meu projecto consiste em "Monitorizar o desempenho nas Instituições de Ensino Superior de Portugal" e o meu orientador será o Professor Óscar Mealha.

 

O trabalho a desenvolver permitirá facilitar a gestão das instituições de ensino superior português que tem tido uma maior visibilidade mediática pelo facto de existirem cortes orçamentais tanto pelo facto do governo cortar/limitar as despesas no ensino superior assim como a diminuição de alunos a ingressar no mesmo. O projecto deve promover a eficiência das instituições e minimizar o desperdício de recursos financeiros e humanos. Neste sentido, procurarei desenvolver métodos e técnicas avançadas para analisar e o desempenho das Instituições de Ensino Superior, de forma holística e específica de cada um dos seus sectores de actividade.

 

Por agora é tudo,

Fernando Faria 


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